Corrente de engenharia Rexnord: guia de seleção e inspeção

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18 min de leitura

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Corrente de engenharia Rexnord com placa identificada e aplicações em elevadores e transportadores

A corrente de engenharia da Rexnord (Regal Rexnord) é a corrente projetada para transportar materiais em condições pesadas, como elevadores de canecas, transportadores de arraste e alimentadores de placas. Ao contrário da corrente de rolos, que é normatizada e transmite força em ambientes relativamente limpos, a corrente de engenharia tem projeto específico para cada indústria, com pinos, buchas e placas tratados termicamente e aditamentos sob medida. Neste guia você vê as diferenças entre a corrente de engenharia e a de rolos, os componentes, os tipos (fundida, forjada, soldada, polimérica, com placas montadas, autolubrificada), as linhas CTe e RexPro que a PEAGE representa, os critérios de seleção, o limite de desgaste de cerca de 3%, a instalação, a lubrificação e o que informar para cotar. Para a corrente de transmissão ANSI e ISO, veja o guia da corrente de rolos Rexnord.

A PEAGE representa as correntes de engenharia Rexnord (CTe, RexPro e autolubrificada), fornecidas sob encomenda pela fábrica Regal Rexnord, com seleção e acompanhamento da equipe técnica, no Paraná e em Santa Catarina (PR e SC). Envie a foto e as medidas da corrente instalada. Fale com a PEAGE.

O que é a corrente de engenharia e como funciona

A corrente industrial tem duas funções primárias: transmitir potência e transportar produtos, e, como função secundária, reduzir a velocidade e aumentar o torque. A corrente de engenharia é a que faz o transporte pesado: ela puxa caçambas, arrasta material e move placas, em ambientes que costumam ser hostis, com poeira, abrasão, calor e umidade.

Em relação à correia transportadora, a corrente tem alta eficiência (acima de 98%), alta potência, sem deslizamento, boa versatilidade e propriedades úteis para aplicações de avanço lento.

Aplicações de corrente de engenharia Rexnord em elevadores, transportadores e alimentadores, fornecida pela PEAGE
Aplicações da corrente de engenharia: elevadores, transportadores e alimentadores.

Corrente de engenharia ou corrente de rolos

Corrente de engenhariaCorrente de rolos
FunçãoTransportar materiais.Transmitir força.
ProjetoAltamente engenheirada, para indústrias e aplicações específicas.Padronizada, com alta precisão.
NomenclaturaNão padronizada: há acordo da indústria sobre o passo e os tamanhos, e a identificação é do fabricante.Padrão universal (ANSI e ISO).
AmbienteRelativamente hostil.Relativamente limpo.
AditamentosSob medida para cada aplicação.Acessórios padronizados.

Se a sua aplicação é a transmissão entre eixos, a corrente de rolos é a escolha, e a PEAGE tem guias sobre corrente ANSI ou ISO, lubrificação e alongamento. Se o objetivo é levar material, a corrente de engenharia entra em cena.

Componentes da corrente de engenharia

Uma corrente é formada por placas internas e externas, pinos, buchas e, quando existe, rolos. Os elos se unem pelos pinos, e o passo da corrente é a distância entre os centros de dois pinos. Em transportadores, a corrente leva ainda os aditamentos, as peças soldadas ou parafusadas às placas que seguram caçambas, travessas ou empurradores.

Placas retas ou offset

Elo reto (placas retas)Elo offset
Onde é comumCorrentes de rolos e de engenharia.Correntes de transmissão projetadas e algumas transportadoras.
AditamentosFáceis de fabricar.Mais difíceis de formar.
Para encurtar a correnteÉ preciso remover um número par de elos.É possível remover só um elo.
DesgasteDiferente em cada elo.Uniforme entre os elos.
Placa de corrente de engenharia Rexnord com a identificação REX R4004 estampada, fornecida pela PEAGE
Placa de corrente de engenharia Rexnord, com o modelo estampado (REX R4004).

A identificação estampada na placa (marca e modelo) é o dado mais importante na hora de repor: ela permite à PEAGE e à fábrica reconhecer a corrente.

Tipos de corrente de engenharia

  • Fundida: os elos são fundidos como um conjunto completo e usinados conforme necessário.
  • Forjada: os elos são forjados e montados com pinos com cabeça.
  • Soldada: os pinos se encaixam nas placas laterais, mas as buchas são soldadas nas placas laterais.
  • Polimérica: feita de material plástico, para aplicações de carga mais leve.
  • Com placas montadas: o desenho é de placa lateral reta (com ou sem rolo), que é o tipo mais comum para transporte.
  • Com vedação (O-ring): vedações dentro da construção da corrente mantêm os contaminantes afastados. É mais cara.
  • Autolubrificada: usa buchas de aço sinterizado impregnadas com óleo, que mantêm a corrente lubrificada.

Além disso, a família industrial inclui correntes de rolos múltiplas, heavy duty, de passo duplo, de pino oco, de curva lateral (side flex), de blocos, leaf chain e silenciosas, que variam em função e em aplicação.

Aditamentos de corrente de engenharia em transportadores, fornecidos pela PEAGE
Aditamentos de corrente de engenharia em transportadores e elevadores.

Corrente de engenharia Rexnord: CTe, RexPro e autolubrificada

O catálogo da PEAGE traz, em “direto da fábrica”, três linhas da Rexnord: a CTe, a RexPro e a autolubrificada. A CTe é uma corrente de transporte desenvolvida junto da engenharia para maior desempenho. O que une as linhas é o processo de fabricação:

  • Fábrica no Brasil, em São Leopoldo (RS), certificada ISO 9001, com tratamento térmico próprio e rastreabilidade total.
  • Correntes fundidas, forjadas, soldadas, poliméricas e com placas montadas, com aditamentos sob medida.
  • Upgrades de projeto: em uma aplicação com a corrente Rex P315, segundo a Rexnord, o intervalo entre trocas passou de 10 a 12 meses para 24 meses depois do upgrade.
  • Dispositivos Linkmaster e Drivemaster para montagem e desmontagem com mais segurança para o operador e com a montagem correta dos componentes, em modelos universais.

A Rexnord Brasil, que fabrica essas correntes, está no país há 45 anos, tem fábrica em São Leopoldo (RS) e um laboratório industrial para ensaios.

Como a corrente de engenharia é projetada

Em uma corrente, os componentes que resistem à tração e à fadiga são os pinos e as placas. A bucha une as placas internas, engrena a corrente na roda e distribui o giro do pino, mas não resiste à tração. Pelo desenho de geometria, os pinos são montados com interferência nas placas externas, e a bucha e o pino têm folga entre si. O pino tem três diâmetros para facilitar a montagem, e por isso uma placa externa tem furos menores que a outra.

O projeto considera a carga de trabalho, a resistência à tração, o regime (horas por dia), o ambiente, o desgaste dos componentes, a resistência à fadiga e à corrosão. A corrente trabalha em uma região de vida à fadiga ilimitada quando a carga fica abaixo do limite de fadiga, e em uma região de vida limitada quando fica acima, por isso a seleção correta é decisiva.

Fabricação e tratamento térmico da corrente de engenharia

ComponenteMaterialTratamento térmico
PinoAço carbono ligado ou aço inox.Beneficiado e induzido.
BuchaAço carbono ligado ou aço inox.Cementação, têmpera e revenimento, têmpera ou indução.
Placas e aditamentosAço carbono ou aço carbono ligado.Temperado e revenido, ou indução.

A resistência à fadiga das placas depende do ajuste de interferência, da qualidade do furo, do tratamento térmico, da qualidade do aço, da geometria da peça e do condicionamento de superfície, como o shot peening. O furo calibrado com esfera ou “fura-lâmina” dá uma superfície de qualidade premium, espelhada, que melhora a capacidade de carga e a resistência à fadiga.

Pino de corrente de engenharia com três diâmetros para facilitar a montagem, fornecido pela PEAGE
Pino com três diâmetros, que facilita a montagem.
Tratamento térmico por indução e pinos de corrente de engenharia, fornecidos pela PEAGE
Tratamento térmico por indução e pinos acabados.

Como selecionar a corrente de engenharia

Para especificar uma corrente de engenharia, é preciso saber:

  • a capacidade do equipamento e o tipo de acionamento;
  • a potência necessária e o fator de serviço;
  • as velocidades de entrada e de saída;
  • a distância entre centros e o ângulo de inclinação;
  • o tamanho das rodas e dos eixos;
  • qualquer restrição de espaço ou de ambiente.

Dicas de seleção

ProblemaO que considerar
DesgasteMateriais e tratamentos especiais.
Desgaste das placasPlacas induzidas ou com solda dura.
CorrosãoAço inox, quando aplicável.
Rodas e eixos difíceis de removerRodas e cubos segmentados.
Quebra de placasRevisar a seleção: indica seleção inadequada.
Custo por metroQuanto maior o passo da corrente, menor o custo por metro.

Se a corrente tem muitos elos de emenda ou reduções, lembre: a corrente é tão forte quanto o seu elo mais fraco. Evite emendas sempre que possível.

Desgaste e alongamento da corrente de engenharia

Em uma corrente bem selecionada, o fim da sua operação é determinado pelo desgaste na articulação do pino e da bucha. A corrente é considerada desgastada quando o alongamento excessivo, causado pelo atrito entre pino e bucha, impede o engrenamento com a roda dentada: o ponto de troca é de cerca de 3% de alongamento. A medição é feita com a corrente tensionada, comparando o comprimento medido com o passo nominal.

Roda dentada e GAP: a roda precisa ter o GAP que acomoda o alongamento da corrente, em torno de 4% do passo (por exemplo, passo de 150 mm, GAP de 6 mm). A roda deve ser projetada conforme a norma específica para cada modelo de corrente, e nunca se deve instalar corrente nova em roda desgastada.

O que inspecionar

  • Esfregamento dos pinos e contrapinos faltantes;
  • aditamentos rachados ou trincados;
  • pinos fraturados, frouxos ou sem assentamento (teste do martelo, inspeção visual);
  • trincas de fadiga nas placas, na base da bucha;
  • desgaste das rodas dentadas e lisas, e das guias (dureza máxima de 40 HRC).

O desgaste externo da bucha, de padrão côncavo e uniforme, não afeta o alongamento nem a resistência da corrente e só deve ser monitorado para não perfurar a bucha. Já rodas desalinhadas marcam as placas e desgastam as laterais. No elevador, o enchimento do pé com material abrasivo causa cavitação seca, uma erosão anormal dos pinos.

Instalação da corrente de engenharia

  • Nunca modifique o pino para facilitar a montagem: a interferência controlada dá à corrente a máxima resistência à fadiga.
  • Nunca aqueça as placas: isso compromete o tratamento térmico. Use sempre a ferramenta de montagem adequada.
  • Retirada de um elo: remova o pino com um dispositivo apropriado, retirando antes a solda da cabeça da arruela ou o contrapino.
  • Alinhe as rodas: nivele os eixos e confira o paralelismo entre as faces das rodas. Em equipamentos grandes, o alinhamento dos eixos pode exigir topografia.
  • Folga correta: ajuste a flecha da corrente conforme a recomendação, e, em correntes em paralelo, ajuste em pares para equilibrar a carga e o desgaste.
  • Armazenamento e transporte: guarde a corrente em local coberto e limpa, nunca a pegue pelo centro da bobina e sempre desenrole antes de carregar.

Para a segurança na montagem, a Rexnord oferece os dispositivos Linkmaster e Drivemaster. Veja também o guia do protetor para NR-12, que se aplica às partes girantes do acionamento.

Lubrificação da corrente de engenharia

A lubrificação reduz o atrito, dissipa calor e amortece impactos, e o óleo precisa penetrar na folga entre as placas internas e externas para lubrificar a articulação. A cor vermelha ou marrom na corrente indica lubrificação inadequada. O treinamento Rexnord indica óleo mineral puro:

Temperatura de trabalhoViscosidade
−6 a 4 °CSAE 20
4 a 37 °CSAE 30
37 a 48 °CSAE 40
48 a 60 °CSAE 50
  • Manual: para baixas velocidades, aplicando a cada 8 horas no lado interno da corrente.
  • Conta-gotas: para baixas e médias velocidades e ambientes limpos, no tramo folgado, perto da entrada da roda, cuidando para a vibração ou o ar não desviarem as gotas.

Para automatizar, veja o lubrificador automático de corrente Gruetzner.

Onde usar a corrente de engenharia

A corrente de engenharia é usada em elevadores de canecas (de descarga centrífuga ou por gravidade), transportadores horizontais e inclinados, transportadores de arraste e alimentadores de placas. A Rexnord atende segmentos como açúcar e álcool, agrícola, alimentos e bebidas, cimento, fertilizantes, mineração, papel e celulose, petróleo e gás, siderurgia e energia. Veja as páginas de segmentos da PEAGE para cimenteiras, mineração, cooperativas alimentícias, agronegócio e siderurgia.

No processamento de cimento, por exemplo, a Rexnord indica correntes de engenharia para elevadores de canecas e correntes de aço para elevadores e correias transportadoras, e redutores Falk, acoplamentos e rolamentos para o conjunto. Veja o guia do redutor Falk e o acoplamento de grade Falk usados no acionamento.

O que informar para pedir a corrente de engenharia

  • Foto da placa com a identificação estampada (marca e modelo);
  • Passo e dimensões dos pinos e das placas, e o tipo (reta ou offset, com ou sem rolo);
  • Equipamento: elevador, transportador de arraste, alimentador, e a quantidade de fileiras;
  • Comprimento da corrente e quantidade de elos;
  • Aditamentos: tipo, posição e espaçamento;
  • Rodas dentadas: número de dentes e estado de desgaste;
  • Ambiente: material transportado, temperatura e umidade.

As correntes de engenharia são sob encomenda: a PEAGE não as mantém em estoque, e o prazo varia com o modelo e a configuração, informado na cotação. Na reposição, envie a foto e as medidas do item instalado. Veja os produtos Rexnord. A fábrica é a Rexnord.

Perguntas frequentes sobre a corrente de engenharia

O que é uma corrente de engenharia?

É uma corrente industrial projetada para transportar materiais, com projeto específico para cada indústria e aplicação, como elevadores de canecas, transportadores de arraste e alimentadores de placas, em ambientes relativamente hostis.

Qual a diferença entre a corrente de engenharia e a corrente de rolos?

A corrente de rolos transmite força, é normatizada e tem nomenclatura padrão universal. A corrente de engenharia transporta materiais, tem projeto específico, nomenclatura própria do fabricante e trabalha em ambientes mais severos.

Quais os tipos de corrente de engenharia?

Fundida, forjada, soldada, polimérica, com placas montadas, com vedação (O-ring) e autolubrificada. A escolha depende da carga, do ambiente e do equipamento.

O que são as correntes CTe e RexPro?

São linhas de correntes de engenharia da Rexnord que a PEAGE representa, fornecidas sob encomenda pela fábrica. A CTe é uma corrente de transporte desenvolvida junto da engenharia para maior desempenho.

Quando trocar a corrente de engenharia?

Quando o alongamento por desgaste chega a cerca de 3%, medido com a corrente tensionada, porque o passo alongado impede o engrenamento correto com a roda dentada. Também se troca quando há trincas nas placas ou pinos fraturados.

O que é o GAP da roda dentada?

É a folga projetada na roda para acomodar o alongamento da corrente, em torno de 4% do passo (por exemplo, 6 mm em um passo de 150 mm). Roda sem GAP não acomoda o alongamento.

Posso instalar corrente nova em roda dentada desgastada?

Não. A corrente nova engrena mal em roda desgastada e se desgasta rápido. Inspecione as rodas e troque as desgastadas junto com a corrente.

Qual óleo usar na corrente de engenharia?

Óleo mineral puro, com viscosidade conforme a temperatura de trabalho: SAE 20 de −6 a 4 °C, SAE 30 de 4 a 37 °C, SAE 40 de 37 a 48 °C e SAE 50 de 48 a 60 °C. A cor vermelha ou marrom na corrente indica lubrificação inadequada.

O que informar para pedir a reposição da corrente?

A foto da placa com a identificação estampada, o passo, o tipo de elo, o comprimento, os aditamentos, as rodas e o equipamento. A PEAGE confere o modelo e envia a cotação, com o prazo da fábrica.

A PEAGE mantém a corrente de engenharia em estoque?

Não. As correntes de engenharia Rexnord são fornecidas sob encomenda pela fábrica, e o prazo é informado na cotação. A PEAGE faz a seleção e o acompanhamento no Paraná e em Santa Catarina.

Precisa de corrente de engenharia?

Envie a foto da corrente instalada, o passo e o equipamento. A PEAGE confere o modelo e cota com a fábrica, com atendimento no Paraná e em Santa Catarina.

Falar no WhatsApp: (41) 3026-1634

Veja também os produtos Rexnord ou a página de contato.

Dados do treinamento de correntes de engenharia e da introdução às correntes industriais da Regal Rexnord e do catálogo de produtos da PEAGE (correntes de engenharia). Os valores de GAP, alongamento e lubrificação são de referência, e a seleção final deve ser conferida pelo time técnico. Para o conceito de corrente, veja a referência.

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